7 palmos de folhos
domingo, 28 de agosto de 2011
I. Todos nós somos uma insolúvel ressureição
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
O ciclo da revolução científica: Novo paradigma
domingo, 21 de agosto de 2011
Arquétipo
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Entropia
Uma recompensa pelo teu corpo na leve ignorância de o achares perdido, as palavras como uma religião perante um copo silenciado. Vejo-te raramente como um Mundo Novo, a incoincidência nasce nos meus antiquissímos pulsos, uma terra a afirmar-se - Aqui seria a nossa terra, donde arrancaríamos as espessas teorias, os lençóis em afluência quase nus ou vertiginosos. Acabei por me conceber argonauta, palmo a palmo o movimento e o dia, a paciência, um terceiro homem de costas equilibrando a pedra e a idade. O equilíbrio fudamental e a chuva alta prometendo telegramas, heróis empunhando sangue alheio. Sabia que quando te escrevesse todas as alas do meu sonho já não seriam frenéticas, a pobreza coroou a efervescência das folhas brancas, e com isto apenas entende como o mar pode sobrar sobre uma alma que nunca realmente embarcou. Não morras de esperança ausente - É o que diz aquele homem sofrêgo, aquele ali, atravessando o porão dez vezes, em dias em que as águas se fazem ângulos largos. Os anjos existem loucamente em declives longos é a minha face inteira que o profere, que o repete, deixando a tempestade entrar. O centro de todos os delírios lentos que já ousei escrever é um cabo, indício de aço e de tempo, no lugar que une todo o teu peito. Habito um movimento impossível, um vocábulo rumando a um quarto quadrante, onde moras há um cavalo rodopiando a tua boca. Em construção o aparato ilegível de um novo sol, sirvo-me das arestas, da fome e da potência das estrelas até à sua oficial inauguração. Se fizesse uso do mapa existiríamos recomeçando inférteis um novo desterro. Supérfula e intacta entropia, outra luta descrevendo os sentidos, o tacto das aves como ondas venosas. Onde quer que rume deduzirei outra escrita, o fogo, a terra e o corpo agora eternos, agora doentes. Eis o último vento que a língua canta, a desordem que sopraria com minúcia dentro dos olhos, procurando um horizonte milimétrico, a cura como descendência secreta. Para que não creias num poético retorno, libertarei agora o sempre por ter-se feito inútil - Eis o que não poderá mais ser retornado - alguém o gritou.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
para que reinventes um coração ou uma cruz de ventos
A memória é hoje um insolúvel rancor
que um dia trancado nas entranhas de todos os vestidos
não fará mais marcas
de todas as supernovas
poderás sorrir empoleirado numa estrela invertebrada
não haverá sinestesia
não haverá sangue por queimar
um tornozelo suando lítio
em forma de muralha permeável ao tempo
avançaremos
amantes
camaradas notívagos
num vórtice de seiva
num luto abençoado
o amor jejuará a sua imortal estação
será repetida a mesa fervida
as entrelinhas de uma oficina difusa
lembrarás
carbono e não pele
um hipocampo alugado sofregamente
por meia vida
para o bem ou mal
serei apenas
um húmido pescoço
em toda a sua amnésia
a antropografia
de uma criatura que acenderás por tantas silhuetas
demasiadas
insuficientes
amarás por repetição
serei o teu milacre fluorescente
cumprindo um corpo exilado
