
E o não poder dizer o teu nome e trazê-lo pregado na pele, embadeirado à chuva. E ser decrescente a tua presença, mas saber que te hei-de encontrar, que será o mais provável. E saber que vou rir, que vou tremer e sentir campos de mel na boca, e apenas vou dizer como vai, li alguns excertos da sua última investigação, também veio para o congresso. Talvez até sejas tu a dizê-lo. Imagino-te dono do infinito, criança que governa a sua ilha que converte todos à sua coragem, ao seu lema. Aliás, é assim, que te vejo agora. E vejo-te dentro meus olhos, do meu sono, de todos os outros corpos, mesmo os que já foram meus. Queria que fossemos como eles, passássemos no corredor sem nos falar, trocássemos apenas gestos invisíveis que se prolongam no silêncio, queria que fosses firme, dúctil e bom conversador num canto do pátio e eu seria altiva, insatisfeita, viciante e todos diriam que a minha excentricidade seria em parte do ofício, eu diria que seria toda tua e dissertaria sobre as potencialidades emocionalmente perturbadoras dos teus beijos.
Quando é que sobes à minha janela para me levares?
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