sábado, 28 de agosto de 2010

antropologia



a selecção natural preparou-nos para nos contorcermos com os nossos instintos, então inventámos a arte. as sensações dizem-se agora em múltiplos diálogos e a memória é comprida, soltando-se em eixos. não é com o coração que nos apaixonamos, ele é apenas um sintoma a que atribuímos todo o culto do amor. há músicas que parecem curar-nos de todos os males, assemelhando-se a um instrumento de sobrevivência. do mesmo modo, não é aleatória a escolha das pessoas por quem nos apaixonamos, procuramos apenas o melhor parceiro, os melhores genes. fomos criados e treinados para esta procura, para que existam sempre pessoas com o melhor de nós ou com o pior desde que isso os faça resistir. a posse de alma é um capricho dos que não se satisfazem com o corpo, dos que se desviam dos interesses da espécie, dos que querem sentir tudo de todas as formas e não apenas das mais vantajosas. por vezes, chamam-lhes mal sucedidos

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